Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Archive for the ‘Doenças’ Category

Textos sobre atividade física na presença de doenças.

Jean e Hernanes do São Paulo FC em Campo Grande

Posted by Brunno em 17 de Dezembro de 2009

O jogo entre os times Amigos do Jean (vermelho e branco) e Rádio Clube (azul) aconteceu na noite de terça (15/12/09) no Rádio Clube campo. Minha amiga de trabalho Renata fez o convite e fui lá ver os ídolos!

Seguem as fotos desfocadas…

Anúncios

Posted in Doenças, Fotografia | Leave a Comment »

Curso de prescrição de exercícios físicos para portadores de HIV

Posted by Brunno em 15 de Abril de 2009

Foi lançado hoje (15/04) o curso que nomeia este post no Portal Educação, instituição de ensino à distância que me convidou para preparar o material didático que guiará os estudos.

novo-12

A imagem é do site, clique e faça sua inscrição!

Posted in Ciência, Cursos, Doenças, Qualidade de vida | Leave a Comment »

Reduzir consumo de bebidas afeta mais a perda de peso do que restrição de alimentos sólidos

Posted by Brunno em 12 de Abril de 2009

Fonte: Folha Online, texto no Portal Educação Física, por JULLIANE SILVEIRA.

As calorias ingeridas por meio de bebidas influenciam mais na perda de peso do que aquelas consumidas por alimentos sólidos. A constatação vem de um estudo da Johns Hopkins School of Medicine, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Os pesquisadores acompanharam os voluntários por 18 meses e monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos. Nos primeiros seis meses, observaram que a redução de somente uma porção de bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos industrializados) foi responsável, isoladamente, pela perda de meio quilo no período.

Já a diminuição de peso foi cinco vezes menor quando houve restrição da mesma quantidade de calorias ingeridas por alimentos sólidos. “A hipótese é que regulamos melhor a ingestão de calorias sólidas do que de líquidas. Isso significa que é mais fácil exagerar quando bebemos do que quando comemos”, disse à Folha Benjamin Caballero, professor da Johns Hopkins e líder do estudo.

Para especialistas brasileiros, as calorias ingeridas por bebidas geralmente não são contabilizadas e levam ao exagero de consumo. “Essas calorias são importantes, principalmente se falarmos dos refrigerantes, que têm excesso de açúcar. O consumo dessas bebidas tem crescido em países em desenvolvimento e está nitidamente relacionado à obesidade”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O primeiro mecanismo de regulação da saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar por que é mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento, são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação. Outra hipótese está no açúcar presente em boa parte dos líquidos ingeridos. Essa substância é um carboidrato simples de rápida absorção e estimula a produção de insulina, um hormônio que favorece o estoque da energia ingerida em forma de gordura. “A ingestão do mesmo valor calórico em proteínas não engordaria tanto”, diz Coutinho.

Erros

Entre os principais erros apontados pelos especialistas, está a ideia de que suco de frutas tem poucas calorias. “Quando a pessoa precisa perder peso, a opção é sempre ingerir bebidas não calóricas ou usar sucos com muito poucas calorias, como de acerola, limão e maracujá”, diz o endocrinologista Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Outro problema, aponta Mancini, está no uso de isotônicos quando a prática de exercícios não é intensa. Um frasco desse tipo de bebida contém cerca de cem calorias, quase o mesma quantidade presente em um copo de refrigerante. Segundo o especialista, a única bebida com calorias essencial ao organismo é o leite de vaca, por ser fonte de cálcio.

Álcool

Bebidas alcoólicas têm um processo de absorção diferenciado e, no estudo da Johns Hopkins, não exerceram influência na perda de peso de maneira significativa. Isso porque o organismo não tem capacidade de transformar o álcool presente na bebida em gordura. No entanto, bebidas fermentadas e coquetéis oferecem calorias por meio de outras substâncias presentes no líquido.

“No caso do vinho ou cerveja, por exemplo, metade das calorias são normalmente absorvidas pelo organismo”, lembra Mancini. Os coquetéis oferecem calorias por meio do açúcar e de outros ingredientes utilizados na preparação.

bebida-e-calorias

Posted in Ciência, Doenças, Saúde | 2 Comments »

Atividade física no tratamento do portador do HIV

Posted by Brunno em 26 de Março de 2009

A atividade física já está presente em muitas recomendações para tratamento de doenças, principalmente as com efeitos metabólicos (obesidade, diabetes, dislipidemia…) ou cardiovascular (aterosclerose, doenças cardíacas…), e atualmente com tímido ingresso no tratamento de algumas doenças pulmonares (PCM, DPOC). Normalmente as doenças que apresentam complicações ou cuidados crônicos contam com a atividade física, e o mesmo passa a acontecer com o portador do HIV.istock1748995-hiv-testtube

A infecção tem quase 30 anos de estudos, e muito se descobriu sobre a interação vírus e organismo humano, com especial atenção ao sistema imunológico. Atualmente o paciente soropositivo para o HIV conta com um tratamento farmacológico eficiente, e o monitoramento constante das informações laboratoriais e clínicas ofereceram maior tempo de sobrevida para o paciente. Agora a intenção é melhorar seu bem-estar.

A atividade física conta com orientações internacionais sobre sua prática, com o respaldo de órgãos competentes, como o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) e a Associação Americana do Coração (AHA). As recomendações tentam minimizar os impactos do sedentarismo atual e melhorar as condições físicas para uma vida com qualidade, tendo ênfase nas atividades da vida diária.

090219081035-largeO portador do vírus que atenda as recomendações semanais de atividade física acaba por promover melhora do seu organismo e também de sua auto-satisfação, aumentando sua liberdade. É preciso manter atividades aeróbias moderadas pelo mínimo de 30 minutos de cinco a sete dias, duas sessões de exercícios de força para os principais grupos musculares, e exercícios de flexibilidade de três a cinco dias, tudo em uma semana. As recomendações são mínimas, e com o auxílio de um educador físico, o portador pode incrementar seu nível de atividade física com qualidade e também tratar especificamente das complicações que podem surgir com o tratamento anti-retroviral.

A área médica já aceita a atividade física como promotora do bem-estar, e mais uma população pode contar com os benefícios desse comportamento, cabendo aos educadores físicos se prepararem para atender essa demanda.

Posted in Doenças, Qualidade de vida | Leave a Comment »

Depressão e atividade física

Posted by Brunno em 9 de Outubro de 2008

 

Por Erika Morel

     A alteração de humor como sentir-se “pra baixo” é algo comum a todas as pessoas. Porém, é importante perceber quando esse “baixo astral” torna-se algo inerente ao dia-a-dia do indivíduo e reconhecer quando isso pode ser o início de um caso clínico de depressão.

 

CAUSA DA DEPRESSÃO

     A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor associados a eventos estressantes como: perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, entre outros.

 

TIPOS DE DEPRESSÃO

     São basicamente dois tipos. O transtorno afetivo bipolar (termo oficial) que se caracteriza pela alternância de fases deprimidas como maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor, e a depressão que só tem fases depressivas. 

     Um paciente de depressão pode ter dias piores ou melhores assim como qualquer outra pessoa, entretanto as tormentas de um não-deprimido não se comparam as tormentas de um deprimido. 

     Para o deprimido os sintomas que vão desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos, deixam de ser um estado para ser algo constante.

 

SINTOMAS

     Os sintomas da depressão são muito variados e geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, portanto para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais que são: perda de energia ou interesse, humor deprimido, alterações do apetite e do sono e lentificação das atividades físicas e mentais.

Os sintomas corporais mais comuns são: sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça e dificuldades digestivas.

 

A ATIVIDADE FÍSICA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

     Levantamentos realizados nos EUA e na Inglaterra demonstram que a prática de exercício físico regular apresenta valor terapêutico na redução de sentimentos de ansiedade e depressão (WEINBERG, 2001). Para Katz (2003) e Oliveira (2004) a atividade física proporciona benefícios físicos e psicológicos como a diminuição da insônia e da tensão, e o bem-estar emocional, além de promover benefícios cognitivos e sociais a qualquer indivíduo.

     Em um estudo realizado com psiquiatras para identificar a percepção destes quanto à contribuição da atividade física no tratamento da depressão foi constatado que a maioria dos psiquiatras percebe que a atividade física auxilia “de moderadamente a totalmente” no tratamento da depressão. Este mesmo grupo relata que as variáveis que são moderadamente ou muito melhoradas com a prática da atividade física regular são: a melhoria da estabilidade emocional, a imagem corporal positiva, o aumento da positividade, o autocontrole psicológico, a melhora do humor, a interação social positiva, a diminuição da insônia e da tensão.

     De maneira geral a atividade física contribui positivamente para a melhora da depressão, porém é importante realçar que a prática de atividade física é utilizada como tratamento auxiliar ao tratamento medicamentoso e sempre com o acompanhamento do médico e de um profissional de Educação Física.

 

Fontes:

Atividades físicas no combate a depressão. The archives of internal medicine.

A contribuição da atividade física no tratamento da depressão. Mattos, Andrade e Luft, EF Deportes.

Posted in Doenças | Leave a Comment »

Poster no XV Congresso de Cardiologia de MS

Posted by Brunno em 9 de Outubro de 2008

Abaixo segue o poster já confeccionado para apresentação no evento, sendo o poster nº 6 com apresentação pela manhã do dia 17/10/08. O evento será realizado no Hospital São Julião, mais informações aqui.

Não sei como a imagem vai ficar em visualizações diferentes, já que o post é feito num widescreen grande! Na sequência vem o resumo aprovado no evento (sem a tabela).

 

ALTERAÇÕES GLICÊMICAS EM DIABÉTICOS TIPO 1 APÓS EXERCÍCIOS RESISTIDOS COM 65% DA 1RM

Brunno Elias Ferreira, Paulo Henrique Azuaga Braga. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus é uma doença crônico-degenerativa com recorrentes casos de hiperglicemia. O Diabetes Mellitus tipo 1 é associado a destruição auto-imune das células beta pancreáticas produtoras da insulina, responsável pelo controle da glicemia em níveis normais. Estudos mostram que o exercício físico pode diminuir a concentração de glicose circulante, mas sobre os exercícios resistidos nos diabéticos tipo 1 são poucos sobre os benefícios da atividade.

OBJETIVO: Analisar as alterações glicêmicas em diabéticos tipo 1 após uma sessão completa de exercício resistidos.

METODOLOGIA:

Sessão – A sessão de coleta foi precedida por seis sessões para adaptação aos exercícios e ao local do estudo. Os exercícios utilizados foram puxada alta, cadeira extensora, supino reto guiado, leg press, mesa flexora, rosca bíceps direta, flexão plantar em pé e tríceps na polia alta. Foi adotado o método direto, com três séries para cada exercício e 10-12 repetições. A carga foi de 65% da 1RM, com protocolo de Bompa (2001) realizado na última sessão de adaptação.

Participantes – Seis diabéticos tipo 1 (38,7±2,3 anos, IMC 24,2±1,5 kg/m2, hemoglobina glicosilada 9±0,7% e 17,2±2,3 anos de diagnóstico de diabetes) moderadamente ativos (NAHAS, 2001). Foram obtidas liberações dos médicos para ingresso dos pacientes no estudo e também para a não utilização da dose insulínica daquele dia.

Coletas – Pela manhã em jejum. Foram administradas 70 gramas de carboidratos com índice glicêmico de 75 e depois realizado repouso por 40 minutos e iniciada a sessão. Foram três coletas (Tabela 1), sendo: jejum; glicemia após administração de carboidratos (GLIC1); e glicemia após os exercícios (GLIC2). As glicemias foram analisadas pelo glicosímetro digital MediSense Optium com fita MediSense Blood Glucose Sensor Electrode (Abbott Laboratories, UK).

Estatística – Média e desvio-padrão e teste t de student para amostras dependentes.

RESULTADOS: A GLIC2 apresentou queda de 22,2± 3% comparada a GLIC1, com p = 0,001 (p ≤ 0,05).

CONCLUSÃO: Existe queda aguda da glicemia após uma sessão de exercícios resistidos com 65% da 1RM.

Posted in Ciência, Cursos, Doenças | Leave a Comment »

XV Congresso de Cardiologia de MS

Posted by Brunno em 30 de Setembro de 2008

 

O evento acontecerá em outubro em Campo Grande-MS, no Hospital São julião. Entre os temas abordados estão assuntos sobre hipertensão arterial e diabetes, inclusive um trabalho recentemente publicado por nós (aqui) foi aceito na forma de pôster.

Mais tarde posto a imagem do pôster pronto!

Posted in Ciência, Cursos, Doenças | Leave a Comment »

Artigo sobre Diabetes Mellitus Tipo 1 e musculação

Posted by Brunno em 30 de Maio de 2008

         

          Final de 2006 e metade de 2008 foi o período para transformar uma idéia de um grande amigo em uma pesquisa concluída. Tudo começou com o empurrão do Paulo “vamos escrever sobre Diabetes de uma maneira que os médicos vão gostar…” Com essa sugestão, partimos para os estudos, contatos, convites, decepções, mais contatos, idéias, noites em claro, apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, comemoração, mais coletas, redação do artigo com a Erika, envio para revista, HD queimado, novo envio, contatos e confirmação da publicação.

          Agora já está disponível: http://www.efdeportes.com/efd120/alteracoes-glicemicas-agudas-em-diabeticos-tipo-1.htm

Posted in Ciência, Doenças, Saúde | Leave a Comment »

Treinamento físico ou masoquismo?

Posted by Brunno em 26 de Maio de 2008

É comum encontrarmos clientes ou conhecidos que, por saberem da formação e concentração de estudos dos educadores físicos, pedem instruções gerais para realizar seus programas de exercício. O curioso é que eles normalmente acreditam em uma mística fórmula para alcançar o sucesso após uma sessão de treino! E como se não bastasse, pensam que a dor é linear ao condicionamento físico ou qualidade do treino.

Sem discutir as influências que os levam a acreditar nesse mito, é importante frisar que qualquer programa de exercícios só alcança o sucesso com a continuidade. Não é uma sessão que irá salvar sua vida… mas sim uma boa periodização (forma do treino ao longo do tempo).

Quanto a dor, ela foi valorizada quando os estudos sobre exercício eram feitos com modelos intensos. Hoje a dor não é o objetivo do programa. Discussão sobre a dor e intensidade foi feita por Matsudo em 2005 no texto “No pain, no gain? No brain! (disponível no http://www.celafiscs.org.br/downloads/artigo_NoPain_Diagn-Tratamento2005-10(4)226-30.pdf). No trabalho é possível perceber que os exercícios moderados são os mais eficazes quando o objetivo geral é saúde e controle de peso corporal. Mas ainda assim existem pessoas que exigem sentir dor, dizendo ao professor responsável pelo treino que o mesmo está leve, nem chegando a doer. Teimo em dizer que são masoquistas (prazer com o próprio sofrimento) e não ingressos em uma programa com vistas a saúde.

A discussão muda de forma quando feita pela ótica da competição. Quando chegamos ao rendimento, realizado por atletas, a dor é presente, pois é preciso levar o corpo ao máximo. O mesmo serve para praticantes de musculação, a dor é presente quando a intensidade de treino é alta.

Veja o seu treino: se o objetivo é saúde ou controle de peso corporal, o ideal é terminar a sessão e alguns minutos após se sentir inteiro; já se a intenção é desempenho, hipertrofia muscular ou se você é atleta, o treino muitas vezes poderá causar dor. E nem culpe o ácido lático, pois ele está mais para mocinho do que para vilão, mas este é um assunto para outro texto.

Posted in Ciência, Doenças, Esportes | Leave a Comment »

Exercício físico e complicações metabólicas

Posted by Brunno em 24 de Março de 2008

Esse texto foi o tema de uma palestra na Feira do Bem-estar de 2007, no Horto Florestal de Campo Grande. 

Exercício físico e complicações metabólicas

As complicações metabólicas podem ser entendidas como patologias (doenças) que afetam o metabolismo do organismo do homem. Ele é um sistema que sempre busca estar em estado de equilíbrio, com todos os componentes funcionando em perfeita harmonia. Nosso corpo é altamente adaptável e sempre busca esse estado em todas as situações, seja durante um exercício vigoroso, enfrentando um tempo muito seco ou mesmo em repouso. Já quando uma patologia se instala, a busca pelo equilíbrio fica prejudicada, ainda mais quando se trata de uma complicação metabólica.

As mais conhecidas são hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Vamos falar um pouco mais de cada uma, já que são informações importantes e que precisão ser divulgadas para melhorar a vida de muita gente que convive com uma dessas doenças.

A hipertensão arterial sistêmica, ou simplesmente hipertensão, é quando se instala um quadro de pressão arterial acima do popular 12 por 8, que é o normal. A hipertensão fica em volta de 14 a 16 por 9 a 9,5. Esses números, divididos em dois valores, representam a pressão exercida pelo coração no momento da contração e a pressão nos vasos sangüíneos entre as contrações, respectivamente. A pressão alta, quando instalada, pode levar a complicações cardíacas, lesões nas artérias pela pressão excessiva e alguns outros problemas.

O quadro de hipertensão somente pode ser diagnosticado por um médico, que tem o conhecimento clínico para tanto. E é ele também que vai liberar o portador para a prática de exercícios físicos, que tem benefícios reconhecidos há um bom tempo. Pesquisas mostram a diminuição da pressão arterial após cada sessão de exercícios, efeito conhecido com hipotensão pós-exercício, e esse efeito pode ser mantido por um longo período, levando ao controle da hipertensão. Mas para gozar desses benefícios é importante realizar o exercício em uma intensidade ideal, e somente o Educador Físico está habilitado para prescrever e controlar os treinos.

Já o diabetes, ou diabetes mellitus, é uma doença com origem endócrina, ou seja, problemas no sistema hormonal. Essa patologia é caracterizada pela concentração excessiva de glicose na corrente sangüínea. Isso acontece por várias maneiras, mas duas se destacam: problemas com o pâncreas, responsável pela secreção da insulina, que é o hormônio promotor da captação de glicose pelas células; e resistência dos tecidos a insulina, quando o organismo enfrentou por muito tempo a concentração excessiva de glicose e de insulina e não mais se estimula normalmente.

As complicações diretas dos diabetes são a hiperglicemia, quando a concentração de glicose extrapola o normal, que é 109 mg/dl (miligramas por decilitro de sangue), levando a danos nos vasos sangüíneos, aos tecidos dos olhos e rins e maiores problemas cardíacos;  e hipoglicemia, que é o extremo inverso, quando a glicose se encontra em 50-60 mg/dl, levando a problemas imediatos, como tontura, fraqueza, desmaios ou mesmo coma. O exercício atua na manutenção de níveis normais de glicose, efeito alcançado imediatamente após uma sessão e que pode ser mantido por algum tempo. O diabético precisa realizar exercícios com cuidados especiais, e de preferência todos os dias, para um efetivo controle.

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Ela é um dos combustíveis que usamos para gerar energia, mas em excesso ela é prejudicial. Alguns controles simples, como o Índice de Massa Corporal, percentual de gordura e relação cintura-quadril, nos permitem caracterizar um obeso. A obesidade pode ter fonte hormonal, mas muitas vezes está associada a baixos níveis de exercício físico e ingesta alimentar excessiva e inadequada. A gordura acumulada aumenta os níveis de colesterol ruim circulante, o que pode lesionar os vasos sangüíneos. Ela também pode desencadear outras patologias, como as já apresentadas hipetensão e diabetes.

Os obesos também têm dificuldade de movimentos e muitas vezes uma auto-estima prejudicada. O exercício atua com uma maior mobilização de gordura como fonte energética, levando a redução de peso corporal. Ele deve ser feito em intensidades leves ou moderadas, trazendo efeitos relevantes. Mas é importante que o Educador Físico trabalhe em conjunto com um nutricionista para um efetivo controle de peso corporal, através de uma dieta correta e um balanço energético ideal com o acréscimo do exercício físico na vida do obeso.

O exercício é importante no tratamento das patologias aqui apresentadas, mas muitas outras também se apóiam no exercício para um melhor controle das complicações. O importante é não ficar parado e também contagiar aqueles ao seu lado para ingressarem em uma prática que gostem, cuidando assim da saúde e mantendo a qualidade de vida lá no alto.

Posted in Doenças | Leave a Comment »