Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Será que caminhar basta?!

Posted by Brunno em 12 de Janeiro de 2010

Com o início do ano, vêm as propostas/promessas que sabemos serem falhas: trabalhar mais, descansar mais, aproveitar a vida, viajar, perder peso… Como professores de Educação Física esse último pedido sempre chega aos nossos ouvidos, e normalmente proferido por algum amigo.

E no fim de 2009 não foi diferente, sendo que um casal de amigos ilustra bem a idéia que conduz esse texto. Estilo de vida sedentário, e numa brincadeira simples que pedia por corridas curtas seguidas de pausa, o rapaz do casal ficou tão pálido que por sorte (acreditem, eu me assustei com isso) tínhamos uma enfermeira no grupo (no caso de um ataque cardíaco…). Com a verificação do nível de atividade física baixíssimo, e a manifestação funcional da limitação cardiorrespiratória, o casal optou por começar em 2010 um programa de caminhadas.

Lógico que não foi tão fácil assim! A proposta inicial foi de frequentar uma academia por cinco dias na semana (proposta pelo rapaz), quando fiz a sugestão de começar por uma caminhada… “Mas eu quero que ele diminua a barriga de chopp”, disse a jovem; nesse momento o rapaz em dúvida perguntou “mas será que caminhar adianta?!”

Para isso cabe uma reflexão: casal sedentário, com preferência por programas passivos (ilustro com batata frita acompanhada de chopp num barzinho da cidade, preferencialmente todos os dias da semana). Costumo dizer sobre esses temas que um é melhor que zero, logo, fazer alguma atividade física é melhor que nenhuma. Como desfecho (até o momento), o casal caminha pelas manhãs (exceto quando aparece algo mais importante). Quando completarem 30 dias de atividade contínua, volto a escrever sobre isso.

Nesse momento aproveito a introdução da história desse casal para pedir aos Educadores Físicos (ou personal trainers, ou treinadores ou instrutores ou outra denominação) que sejam ativos em 2010. Ativos no sentido de optarem pela mudança do estilo de vida de seus clientes e amigos, as pessoas ao seu redor. Não basta que nós, profissionais da saúde, que temos a atividade física como ferramenta de trabalho, digamos a essas pessoas que “façam alguma atividade física” ou “entre numa academia”. É preciso analisar rapidamente as chances dessa mudança se efetivar. Existem pessoas que não gostam de academias e algumas que não gostam de musculação ou ciclismo indoor, mas podem gostar de atividades ao ar livre ou aquáticas. Nesse campo podemos atuar inclusive como consultores, selecionando e prescrevendo atividades nesse sentido, deixando o padrão de atividade física sistematizada por um modelo mais flexível e direcionado.

Então, volto a dizer o que disse para o casal da história. “Sim, nesse caso, caminhar adianta”.

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