Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Archive for Janeiro, 2010

Capacitação Local de Coordenadores e Monitores do Programa Segundo Tempo em Campo Grande

Posted by Brunno em 23 de Janeiro de 2010

Como Coordenador Pedagógico do Programa Segundo Tempo em Campo Grande-MS, essa semana realizamos uma capacitação local nos dias 19 e 20 (janeiro/2010). O SEST/SENAT ofereceu a estrutura.

Agora vamos aos flagras do evento.

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Será que caminhar basta?!

Posted by Brunno em 12 de Janeiro de 2010

Com o início do ano, vêm as propostas/promessas que sabemos serem falhas: trabalhar mais, descansar mais, aproveitar a vida, viajar, perder peso… Como professores de Educação Física esse último pedido sempre chega aos nossos ouvidos, e normalmente proferido por algum amigo.

E no fim de 2009 não foi diferente, sendo que um casal de amigos ilustra bem a idéia que conduz esse texto. Estilo de vida sedentário, e numa brincadeira simples que pedia por corridas curtas seguidas de pausa, o rapaz do casal ficou tão pálido que por sorte (acreditem, eu me assustei com isso) tínhamos uma enfermeira no grupo (no caso de um ataque cardíaco…). Com a verificação do nível de atividade física baixíssimo, e a manifestação funcional da limitação cardiorrespiratória, o casal optou por começar em 2010 um programa de caminhadas.

Lógico que não foi tão fácil assim! A proposta inicial foi de frequentar uma academia por cinco dias na semana (proposta pelo rapaz), quando fiz a sugestão de começar por uma caminhada… “Mas eu quero que ele diminua a barriga de chopp”, disse a jovem; nesse momento o rapaz em dúvida perguntou “mas será que caminhar adianta?!”

Para isso cabe uma reflexão: casal sedentário, com preferência por programas passivos (ilustro com batata frita acompanhada de chopp num barzinho da cidade, preferencialmente todos os dias da semana). Costumo dizer sobre esses temas que um é melhor que zero, logo, fazer alguma atividade física é melhor que nenhuma. Como desfecho (até o momento), o casal caminha pelas manhãs (exceto quando aparece algo mais importante). Quando completarem 30 dias de atividade contínua, volto a escrever sobre isso.

Nesse momento aproveito a introdução da história desse casal para pedir aos Educadores Físicos (ou personal trainers, ou treinadores ou instrutores ou outra denominação) que sejam ativos em 2010. Ativos no sentido de optarem pela mudança do estilo de vida de seus clientes e amigos, as pessoas ao seu redor. Não basta que nós, profissionais da saúde, que temos a atividade física como ferramenta de trabalho, digamos a essas pessoas que “façam alguma atividade física” ou “entre numa academia”. É preciso analisar rapidamente as chances dessa mudança se efetivar. Existem pessoas que não gostam de academias e algumas que não gostam de musculação ou ciclismo indoor, mas podem gostar de atividades ao ar livre ou aquáticas. Nesse campo podemos atuar inclusive como consultores, selecionando e prescrevendo atividades nesse sentido, deixando o padrão de atividade física sistematizada por um modelo mais flexível e direcionado.

Então, volto a dizer o que disse para o casal da história. “Sim, nesse caso, caminhar adianta”.

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Treinos de força e potência têm resultados semelhantes

Posted by Brunno em 5 de Janeiro de 2010

Com informações do Portal da Educação Física.

Para ganhar massa muscular, as academias geralmente recomendam treinos de força (musculação e exercícios resistidos são termos também aplicados).

Levantar cargas de alta intensidade (alto peso) ou realizar os movimentos rapidamente de caras menores aumentam a força e tamanho (hipertrofia) dos músculos da forma parecida, indicam pesquisas da Escola de Educação Física e Esporte da USP.

Para ganhar massa muscular, os treinadores geralmente recomendam treinos de força (cargas em torno de 70 a 85% do peso máximo que o praticante levanta, de 6 a 12 repetições). Porém, não é comum prescrever treinos de potência (cargas de 30 a 60% da máxima, de 4 a 8 repetições).

Em curto prazo estudos mostram que os resultados são semelhantes estatisticamente. Nos jovens acompanhados, o treino de potência fez com que a espessura das fibras musculares aumentasse, em média, 14% e a força, 17%. Já naqueles que fizeram o treino de força, o aumento foi de 24% e 22%, respectivamente.

Nos idosos com treino de potência, o crescimento foi de 3,9% e 33,8%. Nos que fizeram o treino de força, os músculos aumentaram 5,5% e a força 42,7%.

Segundo os pesquisadores, os resultados entre os treinos são estatisticamente semelhantes, não diferindo quanto as resultados para aumento do tamanho da fibra ou da força.

Com o exercício, as fibras musculares aumentam de volume, já que a tensão ativa a fabricação de novas proteínas dentro do músculo. Além disso, há crescimento da força do músculo estimulado.

Os dados com idosos foram obtidos em 2008, durante o mestrado da educadora física Lilian Walerstein, e os com jovens em 2006, durante o mestrado do bacharel em esporte Leonardo Lamas.

Lilian submeteu 56 idosos a exercícios por 16 semanas, e Leonardo, 29 jovens, por 12 semanas. Lamas retirou, com uma agulha (biópsia), amostras de fibras musculares dos jovens para avaliar o seu crescimento. Já Lilian utilizou a ressonância magnética para avaliar a hipertrofia.

Na prática, a aplicação de um ou outro método é indiferente, em curto prazo (8 semanas). A alteração de força ou potência durante o período de treinamento (macrociclo) pode ser importante para ganhos contínuos, já que com o tempo de treino vem a adaptação ao estímulo e a alteração do método pode ser mais eficaz que o aumento de carga.

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