Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Archive for Junho, 2009

Ciclismo indoor ou outdoor?

Posted by Brunno em 27 de Junho de 2009

rolo1_061008A técnica de ciclismo indoor há muito tempo é utilizada pelos ciclistas de competição. É comum entre os competidores ouvir o termo “rolo”, que nomeia o equipamento que permite pedalar de forma estacionária com a bicicleta de competição. Nele a bike é equilibrada ou travada e permite pedalar de forma constante, inclusive aplicando as marchas, e atingir a zona de treino ou imprimir o torque (ou RPM – rotações por minuto) desejado. Essa técnica normalmente é usada em dias de muito frio ou chuva, impossibilitando a pedalada na rua (outdoor), pois cada treino é importante na periodização do treinamento.

F124B_1Já de forma amadora, o ciclismo indoor popularizou-se com a entrada das aulas de spinning nas academias. Em 1995 Johnny G. elaborou um programa para que pudesse treinar em sua garagem. Percebendo a eficiência, inseriu esse treinamento de ciclismo nas academias. Atualmente existem dois sistemas de aulas que dominam o mercado: spinning e RPM. Esses dois modelos para aulas em grupo simulam a pedalada real, com subidas e outros estágios que seriam enfrentados na rua ou estrada. Também contam com música para embalar a pedalada e prometem o investimento de um montante calórico considerável para o tempo em cima da bicicleta. Apesar da disponibilidade, o que interessa é a bicicleta que é usada na aula.

O equipamento

273008_4A bicicleta usada no ciclismo indoor nas academias substituiu a antiga bicicleta ergométrica. Esse novo modelo simula de forma muito precisa a postura do ciclista na bicicleta de estrada. Após a regulagem inicial, a pedalada é controlada com carga que provoca frenagem e aumenta a resistência para movimentar os pedais.

Com esse equipamento é possível treinar entusiastas do ciclismo de forma indoor ou mesmo agregar a atividade em um circuito de exercícios de força, de acordo com o objetivo do praticante.

Tanto na bike estacionária quanto na indoor é preciso regular a altura do selim de acordo com o praticante. Primeiramente pode-se usar a crista ilíaca como parâmetro para essa regulagem. Após isso, o ciclista se posiciona sobre a bike e deve realizar o ajuste fino, colocando um dos pedais na posição mais próxima em relação ao solo, quando deverá existir uma leve flexão do joelho. Dessa forma se previne dores na região posterior aos joelhos e coxas, por extensão excessiva nas pedalas, cuidando dos ligamentos e musculatura envolvida.

Os benefícios de cada atividade

A predominância aeróbia (cardiovascular) nas duas atividades é indiscutível, mas existem detalhes importantes.

O ciclismo outdoor, feito na rua ou estrada, permite a simulação de uma competição com emprego das técnicas pertinentes (vácuo, ataque, abastecimento…). Também exige acurado senso de troca de marchas e recuperação de velocidade após curvas e subidas ou descidas.

O ciclismo indoor permite controle mais efetivo das variáveis do treinamento (frequência cardíaca, RPM, sprints, tempo…), pois não será afetado pela velocidade do vento ou mudança da inclinação da pista. Nele pode ser proposto determinado tempo de sprint (esforço máximo sobre a bicicleta), com recuperação ativa ao alterar a carga empregada. Particularmente, é mais fácil controlar essas informações de forma indoor. Nessa atividade também é possível considerar o trabalho de força realizado pelos membros inferiores com cargas significativas.

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O que escolher?

Com a bike indoor em seu espaço de treino (academia, estúdio…) é possível empregar os benefícios do ciclismo em seu treinamento, como em um circuito de musculação. É errado comparar e tentar identificar qual atividade é melhor: indoor ou outdoor. Considere as duas atividades como diferentes e empregue de acordo com a necessidade de estímulo.

Ciclistas devem treinar o ciclismo outdoor, que é a atividade principal, mas podem lançar mão do treinamento indoor em alguns períodos de sua sistematização.

Use as ferramentas disponíveis e organize um treino ideal para cada situação. Bom treino!

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Semana Acadêmica de Educação Física UFMS 2009

Posted by Brunno em 22 de Junho de 2009

O evento aconteceu no início do mês, mas agora segue as fotos que mostram um pouco do trabalho teórico e prático desenvolvido com os alunos e profissionais de Educação Física na oficina Atividade física e saúde na escola.

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Complicação do uso de anabolizante.

Posted by Brunno em 18 de Junho de 2009

Veja a complicação abaixo (não é para pessoas fracas):

Apesar das informações no vídeo e do texto junto a ele no YouTube, essa complicação não deve ter acontecido por uso de Creatina (info sobre esse suplemento). Casos parecidos, com acúmulo de pús subcutâneo, acontecem pelo uso de agulhas contaminadas, que acabam por espalhar algum tipo de infecção na região.

Cuidado com seu treino e o que coloca no seu corpo. Experimente treinar sério e com acompanhamento ao invés de colocar certas substâncias duvidosas em seu corpo.

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Academias high-tech

Posted by Brunno em 18 de Junho de 2009

Veja um pouco da influência tecnológica no treinamento físico no vídeo postado no link Você Hightech.

Mas lembre-se: o mais importante é você praticar atividade física, independente da tecnologia disponível. Mexa-se!

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Gafes no SportCenter

Posted by Brunno em 16 de Junho de 2009

Fazer jornalismo esportivo também pode virar comédia.

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Barriguinha de chopp?

Posted by Brunno em 14 de Junho de 2009

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Passeando pela net (mais especificamente no weRgeeks) li um texto creditado à psicóloga Carla Moura. Segue abaixo o texto.

“Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: Se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga.

Se for musculosa, torneada, estilo tanquinho , fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Esses são os verdadeiros homens que precisamos em nossas vidas, os gordinhos, que acabaram cultivando uma pancinha adorável, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais).

Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê: Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma – e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os tanquinhos farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores e eu tenho dó das que caem.

Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudinhos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou fanta-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com clight que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.

E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um “ah, amor, Quarteirão é gostoso, mas você podia provar uma McSalad com água de coco”. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.

Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!!! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz!”

Só cuidado para essa barriguinha não contribuir para a instalação de alguma doença metabólica.

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Atividade física e saúde na escola

Posted by Brunno em 7 de Junho de 2009

* Resumo da oficina apresentada na Semana Acadêmica de Educação Física (UFMS) 2009.

Palestrante:

Brunno Elias Ferreira, Msd. (Departamento de Educação Física; Faculdade de Medicina-Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste, UFMS).

A prática da atividade física tem sido orientada com vistas a minimizar os impactos do sedentarismo na condição funcional das pessoas. Dentre os dez maiores problemas destacados pela Organização Mundial da Saúde, cinco podem ser minimizados ou controlados pela prática de atividade física de forma rotineira: hipertensão arterial, colesterol elevado, sobrepeso e obesidade, sedentarismo e diabetes mellitus (WHO, 2009).

Normalmente a orientação para prática de atividade física parte de algum profissional da saúde que entra em contato com a população já doente ou em vias de desenvolver algum quadro metabólico ruim (NICOLAI et al., 2009), mas esse profissional não conta com os conhecimentos específicos da prática de atividade física. Essa orientação para a prática dificilmente será seguida ou será eficiente, como demonstrado por alguns estudos comportamentais (MAZZETTI et al., 2000; NICOLAI et al., 2009).

O trabalho com enfoque no desenvolvimento do indivíduo ativo e independente, com uso da informação sobre saúde e atividade física como ferramenta, pode evitar degeneração nas capacidades funcionais por causa de doenças não-transmissíveis e promover maior adesão aos programas de atividade física (FERREIRA et al., 2001). Seguindo essa linha, a escola se mostra o melhor ambiente para desenvolver essas características. A disciplina de Educação Física não tem tempo suficiente para promover condicionamento físico eficaz segundo diretrizes de órgãos como o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, 2007; HASKELL et al., 2007), mas pode educar seus alunos com informações acerca da prática de atividade física e sua aplicação como exercício físico.

Qualidades físicas como força, resistência muscular, capacidade e potência aeróbia e flexibilidade estão intimamente relacionadas com um quadro positivo de saúde (FERREIRA et al., 2001; FERREIRA, 2008). A manutenção ou melhora dessas capacidades auxilia nas atividades da vida diária e a prática de atividade física habitual dentro do padrão moderado promove a sensação de bem-estar e o conceito de qualidade de vida (SHIBATA et al., 2007).

A proposta de Educação Física escolar voltada para a educação promovendo a prática da atividade física e manutenção ou melhora da saúde é auxiliar o aluno a escolher ativamente entre as várias opções que a vida moderna oferece, de forma a incrementar seus níveis de atividade física. Formando um indivíduo crítico quanto à atividade física e o exercício físico será possível convencer as pessoas próximas (familiares, amigos…) a praticarem a atividade física (PALMA et al., 2006) como forma de cuidar de sua saúde e melhorar sua qualidade de vida.

REFERENCIAL TEÓRICO

ACSM – AMERICAN COLLEGE OS SPORTS MEDICINE. Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

Ferreira BE. O conceito qualidade de vida inserido na atividade física: reflexão sobre concepções e evidências. EF Deportes, 13 (122), 2008.

Ferreira MS. Aptidão física e saúde na Educação Física escolar: ampliando o enfoque. Rev. Bras. Cienc. Esporte, 22 (2), 2001, 41-54.

Haskell WL; Lee I; Pate RR; et al. Update recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation, 116, 2007, 1081-93.

Mazzetti SA, Kraemer WJ; Volek JS; et al. The influence of direct supervision of resistance training on strength performance. Med. Sci. Sports Exerc., 32 (6), 2000, 1175-84.

Nicolai SPA; Kruidenier LM; Leffers P; et al. Supervised exercise versus non-supervised exercise for reducing weight in obese adults. J Sports Med Phys Fitness, 49, 2009, 85-90.

Palma A; Ferreira DC; Bagrichevsky M; et al. Dimensões epidemiológicas associativas entre indicadores socioeconômicos de vida e prática de exercícios físicos. Rev. Bras. Cienc. Esporte, 27 (3), 2006, 119-36.

Shibata A; Oka K; Nakamura Y; et al. Recommended level of physical activity and health-related quality of life among Japanese adults. Health and Quality of Life Outcomes, 5 (64), 2007.

WHO, The. The WHO Global InfoBase. Disponível no: http://apps.who.int/infobase/report.aspx. Acessado em 27 de maio de 2009.

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Relação entre consumo excessivo de refrigerantes e hipocalemia

Posted by Brunno em 2 de Junho de 2009

Fonte: Portal da Educação Física.

Médicos lançaram um novo alerta sobre o consumo excessivo de refrigerantes cola depois de detectarem um aumento no número de pacientes sofrendo de problemas musculares. A pesquisa será publicada no exemplar de Junho do International Journal of Clinical Practice.

“Nós estamos consumindo mais refrigerantes do que nunca e vários problemas de saúde relacionados a isso já foram identificados, incluindo problemas nos dentes, desmineralização dos ossos e desenvolvimento de síndromes metabólicas e diabetes,” explica o Dr. Moses Elisaf, da universidade grega de Ioannina.

Hipocalemia

As evidências agora indicam que o consumo excessivo de refrigerantes do tipo cola leva à hipocalemia, uma condição na qual os níveis de potássio no sangue caem, causando efeitos adversos sobre funções musculares vitais.

A revisão de várias pesquisas feitas sobre o assunto mostrou que os sintomas podem variar de fraquezas leves até a paralisia profunda.

Felizmente, todos os pacientes estudados apresentaram uma recuperação total e rápida depois de pararem de tomar os refrigerantes cola e tomarem doses de potássio por via oral ou intravenosa.

Exageros nos refrigerantes

Os casos pesquisados incluíram pacientes que tomavam de dois até nove litros de refrigerantes cola por dia, incluindo duas mulheres grávidas, uma das quais chegou a consumir sete litros de cola por dia, durante mais de 10 meses.

Em 2007, o consumo de refrigerantes alcançou 552 bilhões de litros em todo o mundo, o equivalente a 83 litros por pessoa por ano. As estimativas apontam para um consumo de 95 litros por pessoa por ano em 2012. Nos Estados Unidos, contudo, esse consumo atinge 212 litros por pessoa por ano.

Intoxicação com cafeína

Segundo os pesquisadores, a hipocalemia parece ser causada pela ingestão excessiva de três dos ingredientes básicos dos refrigerantes cola: a glucose, a frutose e a cafeína.

“O papel individual de cada um desses ingredientes na fisiopatologia da hipocalemia induzida pelos refrigerantes cola não foi determinado e pode variar em diferentes pacientes,” afirmam os pesquisadores.

“Entretanto, na maioria dos casos que analisamos em nossa revisão, a intoxicação por cafeína parece desempenhar o papel mais importante,” dizem eles. Contudo, a hipocalemia também pode ser causada pela frutose contida nos refrigerantes, que pode causar diarréia.

Análise Brunno Elias

A relação de consumo excessivo de refrigerantes (ou outra bebida com alta concentração de carboidratos) está associada com danos à saúde, inclusive com grande impacto sobre o aumento de peso corporal. Mas essa associação é com o consumo EXCESSIVO de bebidas desse tipo e baixo nível de atividade física. Não basta parar de ingerir essas bebidas, o mais efetivo é controlar o consumo e incrementar o gasto energético.

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