Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

O oxigênio nas vias energéticas

Posted by Brunno em 21 de Abril de 2009

O oxigênio (O2) é uma molécula biatômica formada pela fotossíntese das plantas e essencial a sobrevivência dos organismos aeróbios. Sua relevância está na respiração, que mantém a produção de energia através da degradação de substratos pela oxidação celular (POWERS; HOWLEY, 2000).

Pereira e Souza Jr. (2007) apontam que os estoques de ATP (adenosina trifosfato, nucleotídeo que armazena energia em suas ligações químicas) nas fibras musculares de mamíferos são baixos. Para repor a quantidade de ATP gasta nas atividades celulares, o organismo lança mão de três processos para realizar a ressíntese dessas fontes:

– Metabolismo anaeróbio alático, que promove a quebra da molécula de fosfocreatina / creatina-fosfato com a liberação do fosfato para repor a ATP gasta;

– Glicólise anaeróbia ou anaeogaaai0ct1zgjuflgns-lwdfdpwbbxrm26ly5wwgkmhefjzmkdpz77djez06ynfbousz7jnnxptc6ypu5pjn0fy-w64am1t1ukdq5u7_vsngl1wm0egg5ln1oa8uróbia lática, catabolisando a glicose disponível e promovendo a liberação de lactato;

– Glicólise aeróbia, ou simplesmente via aeróbia, com a degradação de glicose, ácidos graxos ou aminoácidos. A ausência de O2 não permite o funcionamento adequado dessa via.

Todas as vias energéticas dependem de alguma forma da disponibilidade do O2, pois a molécula será a responsável pelo restabelecimento das fontes de energia. Fleck e Kraemer (2006) exemplificam através da freqüência respiratória aumentada após atividades anaeróbias: o O2 é captado em superávit para restaurar as vias energéticas depletadas, e isso é conhecido como consumo excessivo de oxigênio pós-exercício. Dessa forma é possível entender o papel do O2 nas vias energéticas, pois na aeróbia ele participa do metabolismo mitocondrial para produção de energia, e nas outras duas (anaeróbias) ele restabelece os níveis de homeostase.

Levine (2004) revela que o consumo máximo de O2 é a mensuração objetiva do esforço, demonstrando os limites superiores do sistema cardiovascular, que inclui: captação, transporte e distribuição de O2 para os tecidos ativos. No exercício físico existe grande demanda de O2 pelos músculos ativos em comparação com o repouso, e o consumo máximo de O2 representa a condição funcional de vários sistemas integrados.

A participação das vias energéticas não acontece de forma isolada. As vias se sobrepõem conforme as características de solicitação. Powers e Howley (2000) demonstram intensa participação das vias anaeróbias até aproximadamente os 2-3 minutos de exercício máximo. Após esse período existe a predominância da via aeróbia (e participação do O2), que representa 65% da energia gerada a partir dos quatro minutos de atividade, aumentando até os 120 minutos, quando sua participação atinge 99%.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FLECK, SJ; KRAEMER, WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª ed. Artmed: Porto Alegre, 2006.

LEVINE, BD. Fisiologia do exercício para o clínico. In: THOMPSON, PD. O exercício e a cardiologia do esporte. Manole: São Paulo, 2004.

PEREIRA, B; SOUZA JR., TP. Metabolismo celular e exercício físico: aspectos bioquímicos e nutricionais. 2ª ed. Phorte: São Paulo, 2007.

POWERS, SK; HOWLEY, ET. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. Manole: são Paulo, 2000.

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