Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Atividade física no tratamento do portador do HIV

Posted by Brunno em 26 de Março de 2009

A atividade física já está presente em muitas recomendações para tratamento de doenças, principalmente as com efeitos metabólicos (obesidade, diabetes, dislipidemia…) ou cardiovascular (aterosclerose, doenças cardíacas…), e atualmente com tímido ingresso no tratamento de algumas doenças pulmonares (PCM, DPOC). Normalmente as doenças que apresentam complicações ou cuidados crônicos contam com a atividade física, e o mesmo passa a acontecer com o portador do HIV.istock1748995-hiv-testtube

A infecção tem quase 30 anos de estudos, e muito se descobriu sobre a interação vírus e organismo humano, com especial atenção ao sistema imunológico. Atualmente o paciente soropositivo para o HIV conta com um tratamento farmacológico eficiente, e o monitoramento constante das informações laboratoriais e clínicas ofereceram maior tempo de sobrevida para o paciente. Agora a intenção é melhorar seu bem-estar.

A atividade física conta com orientações internacionais sobre sua prática, com o respaldo de órgãos competentes, como o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) e a Associação Americana do Coração (AHA). As recomendações tentam minimizar os impactos do sedentarismo atual e melhorar as condições físicas para uma vida com qualidade, tendo ênfase nas atividades da vida diária.

090219081035-largeO portador do vírus que atenda as recomendações semanais de atividade física acaba por promover melhora do seu organismo e também de sua auto-satisfação, aumentando sua liberdade. É preciso manter atividades aeróbias moderadas pelo mínimo de 30 minutos de cinco a sete dias, duas sessões de exercícios de força para os principais grupos musculares, e exercícios de flexibilidade de três a cinco dias, tudo em uma semana. As recomendações são mínimas, e com o auxílio de um educador físico, o portador pode incrementar seu nível de atividade física com qualidade e também tratar especificamente das complicações que podem surgir com o tratamento anti-retroviral.

A área médica já aceita a atividade física como promotora do bem-estar, e mais uma população pode contar com os benefícios desse comportamento, cabendo aos educadores físicos se prepararem para atender essa demanda.

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