Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Melhora na função imune após exercícios físico

Posted by Brunno em 5 de Fevereiro de 2009

O título pode ser contrário ao conhecimento empírico carregado por praticantes ocasionais de modalidades esportivas ou mesmo de atividade física com intensidade elevada. É comum encontrar alguém que diz ter jogado uma “pelada” mais forte no sábawarming-up1do e ter acordado no domingo com um resfriado, e culpando a atividade realizada.

É aceito que o exercício pode levar a um estado transitório de imunossupressão, mas deve ser entendido que existem determinadas situações para tanto. A famosa “janela imunológica” após exercícios físicos pode ser o dia-a-dia de atletas profissionais que convivem com atividades de alta intensidade, mas para os praticantes de atividade física com objetivo de melhora e manutenção da saúde e qualidade de vida, essa janela não existe.

O exercício físico, entendido como indução de estresse controlada, pode oferecer situações depressoras do sistema imune, responsável pela proteção do organismo humano. Após uma única sessão de atividade física já é observada a leucocitose, aumento dos glóbulos brancos, principalmente pela maior concentração de neutrófilos na corrente sanguínea. Essas são as primeiras células de defesa a chegar ao local da inflamação. Nos exercícios isso ocorre pela demanda por regeneração muscular após a atividade.

É realidade que os exercícios intensos, encarando como maior que 85% do volume de oxigênio máximo (ou também maior que 85% da freqüência cardíaca de reserva), mostram que a atividade imune é atenuada depois da sessão. Já no exercício moderado, de 55 a 65% do VO2 máximo, a atividade imune é mantida ou tem aumento após a realização da atividade. Os estudos ainda encaram problemas metodológicos, inclusive com dados conflitantes. É possível encontrar estudos de comparação entre atividades moderadas e intensas, com diminuição da atividade imune nas intensidades mais leves. Isso aconte8932ce pela provável influencia do tempo de atividade. Mesmo com intensidades menores (55% do VO2 máximo) mas com longa duração (3 horas), existe maior queda na função imune do que em atividades intensas com menos duração (1 hora).

As pesquisas caminham para melhores definições das respostas imunes às intensidades. Mesmo assim, as diretrizes de prática de atividade física para saúde ainda se aplicam a manutenção e melhora do sistema imune. Intensidades moderadas de atividades com duração de 30 a 60 minutos promovem estresse saudável ao organismo e ganhos no condicionamento físico.

Uma resposta to “Melhora na função imune após exercícios físico”

  1. […] perguntar: o que desejo? Mais músculos, aceleração na recuperação, hidratação ou evitar queda do sistema imune (sim, isso acontece). O esforço intenso provoca queda na eficiência do sistema imune, o que […]

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