Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Archive for Dezembro, 2008

Kit corrida

Posted by Brunno em 22 de Dezembro de 2008

Depois de muito penar, consegui montar meu kit corrida! Explicando cada item:

Celular Nokia N81 8gb: o mais fácil de conseguir, já que celular se vê em qualquer canto. Esse modelo conta com um videogame portátil de excelente qualidade. Tem memória interna de 8gb, cabendo muita música.

Porta MP3 / celular Mizuno: esse foi difícil. Encontrei por acaso na Tecno Sport de Campo Grande. Cheguei a ir em Pedro Juan Caballero para procurar esse item… e não achei. Apesar do encaixe para o fone não ser exatamente no mesmo lugar que o do celular, dá pro gasto, e o neoprene não deixa a braçadeira descer.

Fone Nike Duro: fone com encaixe melhor que o original do Nokia. O fio desce pelo pescoço e pode sair pela manga da camiseta, entrando no porta celular. Depois de 30 minutos de corrida, o local onde o fone se ajusta atrás da orelha começa a doer, mas nada que atrapalhe muito.

Running shoe wallet: porta treco da Nike. A presilha pode ser colocada no tênis ou na bermuda, mas a bolsa é pequena, cabendo um molho de chaves sem chaveiro ou algumas moedas.

Agora o negócio é correr para aproveitar as férias, mas sempre com responsabilidade para não começar o ano machucado! Bom 2009 e ótimos treinos!!!

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Personal training é tendência mundial e continua em 2009

Posted by Brunno em 16 de Dezembro de 2008

Personal trainer é o profissional habilitado a desenvolver e aplicar programas de atividade física de forma individualizada, oferecendo o produto personal training. Essa atuação profissional continua a crescer e se torna cada vez mais acessível a mais pessoas, principalmente pela eficiência dos profissionais ao conquistar os objetivos desejados pelos clientes.

Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), no jornal Health & Fitness (vol. 12, nº 6), a profissão é o terceiro item das tendências de 2009. O órgão, com cobertura mundial sobre atividade física, realiza há três anos uma pesquisa para identificar as tendências sobre o tema.group_1717_cropped_web

Nessa última avaliação, 9.801 profissionais do fitness certificados pelo ACSM foram consultados, sendo que 1.540 responderam ao questionário. O instrumento continha 35 opções de possíveis tendências, com respostas em escala likert, e ainda perguntava sobre possíveis tendências não oferecidas no instrumento. A pesquisa cobriu todos os profissionais certificados no mundo.

O personal training foi identificado como a terceira tendência para 2009, mantendo a colocação obtida em 2008, quando subiu da sétima posição de 2007. Segundo o autor, atualmente se tem a atenção voltada para a educação continuada e certificação desses profissionais, e eles provavelmente formarão o pilar do fitness mundial.

Em primeiro lugar ficou a tendência de Profissionais do fitness preparados e experientes, mantendo a colocação de 2008. Isso reflete a entrada de muitos profissionais na área do fitness e a necessidade de controle de qualidade. O mercado se regula à procura de bons profissionais que se mantenham atualizados.

O segundo lugar refletiu a preocupação mundial, sob o tema Crianças e obesidade. Esse problema é considerado grave e o profissional do fitness é um importante intervencionista nesse processo, pois a geração atual pode ser a primeira a não viver mais que seus pais ou avós, graças às doenças metabólicas advindas da obesidade.

A divulgação das tendências permite ao Educador Físico se preparar para o mercado segundo as necessidades. A educação continuada é importante, tanto para a intervenção individual quanto para engrandecer a classe. Se cada profissional melhorar seu trabalho, todos os Educadores Físicos serão vistos com bons olhos, e o inverso também é verdade.

Bom 2009 e que todos estejamos preparados para os novos desafios!

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Melhorando a recuperação pós-exercício

Posted by Brunno em 16 de Dezembro de 2008

recuperacao354_2451Muito se discute sobre a perfeita preparação de atletas para as principais competições em qualquer modalidade. Os treinadores elaboram o programa desde a pré-temporada até a competição foco, tentando atingir a máxima eficiência do atleta. E após o grande desafio é preciso cuidar da recuperação do competidor, seja para uma nova prova ou para retornar aos treinos visando à melhora do desempenho.

E é vendo a preocupação dos atletas que os praticantes de exercício físico trazem essa preocupação para os professores de Educação Física. Apesar de não se preocupar com uma competição (na maioria dos casos) o aluno / cliente deseja terminar a sessão e não sentir cansaço excessivo, ou mesmo voltar para o próximo treino preparado para os novos estímulos visando a supercompensação.

Algumas revisões de literatura e discussões entre profissionais e pesquisadores da área trazem à tona informações interessantes. Discutiremos algumas:

Recuperação: processo pelo qual o praticante volta ao estado de prontidão. Inclui reposição de nutrientes, estoque de energia, recuperação muscular e inibição dos sintomas psicológicos (baixa concentração, irritação, desorientação, ansiedade…). Dessa forma evita lesões por excesso de treino e a instalação do supertreinamento.

Reposição dos estoques energéticos: após a sessão começar a consumir carboidratos e continuar até duas horas após a atividade. A quantidade de carboidratos gira em torno de 0,2% do peso corporal (uma pessoa de 70kg consumirá 150 gramas). Lembrando que o peso total do alimento normalmente não é feito de carboidratos (200 gramas de massa = 50 gramas de carboidratos). O indivíduo deve buscar sua fonte e porção ideal.

Hidratação: a perda de água durante a atividade pode ser um limitante para a boa recuperação. Deve-se consumir 1,5 litro de água para cada quilo perdido na atividade. A água sozinha não é a melhor opção, pois o organismo percebe a diluição dos sais no líquido excessivo e eliminará esse excesso. Porções de líquidos com 6-7% de carboidratos são interessantes, leprotein_shake1mbrando que os sais minerais também são importantes para a recuperação e evitará a eliminação excessiva de água.

Consumo de proteínas: com o exercício existe remodelamento tecidual, e o consumo de proteínas pode auxiliar esse processo. Seis gramas são efetivas nessa atividade, e podem vir de um simples sanduíche com presunto.

Sono: dormir é tão importante quanto treinar. Cada pessoa tem uma faixa ideal de horas na cama, mas um período de 7-10 horas de sono é importante para agüentar o dia-a-dia e voltar ao treino.

Cuidar da recuperação também é treinar, pois com ela os novos estímulos serão eficazes e não provocarão danos perigosos ao seu corpo, além de sempre manter o interesse e vontade de treinar. Bom treino e boa recuperação!

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O treinamento de força no ciclismo (atualizado)*

Posted by Brunno em 7 de Dezembro de 2008

novo-11Por Brunno Elias Ferreira e Erika Alves Morel

Há muito tempo o treinamento de força, popularmente conhecido como musculação, deixou de ser prática exclusiva das modalidades relacionadas (levantamento de peso e fisiculturismo) ou de academias. Vários esportes utilizam o treinamento de força como complementar a modalidade praticada. Um ponto importante a ser entendido sobre o treinamento é o princípio da especificidade que diz: o treino deve privilegiar a modalidade. Esse princípio nega a transferência de treinamento significativa entre modalidades. Logo, a modalidade praticada deve ser treinada para ganhos efetivos e melhores resultados em competições.

O ciclismo é caracterizado como exercício aeróbio, que conta com grande participação do oxigênio e que privilegia o atleta que consegue economizar mais energia através da melhor capacidade aeróbia e da melhor técnica.

O treinamento de força consiste no movimento do músculo (ou tentativa deste) contra uma resistência, que na musculação são pesos. O treino de pliometria (pequenos saltos consecutivos), corridas em subidas íngremes e pedaladas em marchas pesadas ou em subidas também podem ser consideradas atividades de treinamento de força.

Normalmente o praticante da musculação encontra na academia alguns treinos com pesos. Eles diferem quanto aos estímulos, provocando diferentes adaptações nos músculos, o que deve contemplar o objetivo do praticante. Os modelos são:

-resistência muscular: treino com séries longas buscando adiar a fadiga, além de aumentar o tônus muscular;

-força: treino pesado privilegiando a  aumento de força com o mínimo do aumento de massa. Também contempla a potência (mais energia gerada com menor tempo);

-hipertrofia: modelo de treino para aumento da massa muscular. No caso do ciclismo de resistência, esse aumento não é interessante.

Estudos abordando a relação entre treinamento de força e ciclismo chegaram a algumas conclusões importantes sobre as variáveis preponderantes a modalidade.

-VO2 máximo: representa a capacidade do organismo realizar a captação, transporte e utilização do oxigênio. Estudos compararam os efeitos de diferentes métodos de treino de musculação, com a hipótese de aumento no VO2 máximo. Os treinos de resistência muscular mostraram aumento de 8% no VO2 máximo absoluto (em litros de oxigênio). Isso ainda é pouco se comparado aos treinos específicos da modalidade, que trazem aumentos de 15-20% no VO2 máximo, mas a musculação tem outros benefícios.

-Economia de movimento: é a eficiência mecânica com economia de energia, adaptação do treinamento crônico. Estudos mostram que o treino da modalidade complementado com a musculação tem economia mais eficiente do que o treino de ciclismo isolado.

-Melhora no limiar de lactato: esse limiar é a intensidade de exercício anterior ao significativo aumento da concentração de lactato no sangue. A produção dele é limitante para o exercício. Estudos em ciclistas recreacionais mostraram melhora significativa, aumentando o limiar, mas em atletas treinados a melhora não foi importante.

-Aumento do tempo até a exaustão: a performance será melhor se o tempo que o atleta pode suportar o exercício for maior. Estudos mostram que ciclistas homens que fazem treinamento de força tiveram melhora de até 47% no tempo de exaustão, vantagem que sobrepuja o pequeno efeito da musculação sobre o VO2 máximo.

-Efeitos na freqüência cardíaca (FC): a intensidade de exercício tem relação direta com a FC. Ciclistas que praticam a musculação mostraram diminuição na FC de repouso, o que é uma vantagem para a recuperação do atleta, que conseguirá manter o metabolismo com menos trabalho cardíaco. A FC máxima não mostrou alterações.

Alguns cuidados devem ser tomados ao praticar o treinamento de força e o ciclismo, já que exercícios aeróbios intensos (a partir de 90% da FC máxima) podem afetar os ganhos em força. E o contrário também é real, já que treinos de musculação pesados podem afetar as adaptações ao exercício aeróbio. O educador físico é o profissional indicado para prescrever o treinamento de força e fazer os ajustes necessários para contemplar a modalidade do atleta.

*Este texto é uma síntese do trabalho apresentado na graduação em Educação Física na disciplina Musculação. Para ter o trabalho completo, solicite pelo e-mail: bruelifer@hotmail.com. Essa versão é a atualização do publicado originalmente no site Gilmar Bicicletas.

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