Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

Archive for Maio, 2008

Artigo sobre Diabetes Mellitus Tipo 1 e musculação

Posted by Brunno em 30 de Maio de 2008

         

          Final de 2006 e metade de 2008 foi o período para transformar uma idéia de um grande amigo em uma pesquisa concluída. Tudo começou com o empurrão do Paulo “vamos escrever sobre Diabetes de uma maneira que os médicos vão gostar…” Com essa sugestão, partimos para os estudos, contatos, convites, decepções, mais contatos, idéias, noites em claro, apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, comemoração, mais coletas, redação do artigo com a Erika, envio para revista, HD queimado, novo envio, contatos e confirmação da publicação.

          Agora já está disponível: http://www.efdeportes.com/efd120/alteracoes-glicemicas-agudas-em-diabeticos-tipo-1.htm

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Treinamento físico ou masoquismo?

Posted by Brunno em 26 de Maio de 2008

É comum encontrarmos clientes ou conhecidos que, por saberem da formação e concentração de estudos dos educadores físicos, pedem instruções gerais para realizar seus programas de exercício. O curioso é que eles normalmente acreditam em uma mística fórmula para alcançar o sucesso após uma sessão de treino! E como se não bastasse, pensam que a dor é linear ao condicionamento físico ou qualidade do treino.

Sem discutir as influências que os levam a acreditar nesse mito, é importante frisar que qualquer programa de exercícios só alcança o sucesso com a continuidade. Não é uma sessão que irá salvar sua vida… mas sim uma boa periodização (forma do treino ao longo do tempo).

Quanto a dor, ela foi valorizada quando os estudos sobre exercício eram feitos com modelos intensos. Hoje a dor não é o objetivo do programa. Discussão sobre a dor e intensidade foi feita por Matsudo em 2005 no texto “No pain, no gain? No brain! (disponível no http://www.celafiscs.org.br/downloads/artigo_NoPain_Diagn-Tratamento2005-10(4)226-30.pdf). No trabalho é possível perceber que os exercícios moderados são os mais eficazes quando o objetivo geral é saúde e controle de peso corporal. Mas ainda assim existem pessoas que exigem sentir dor, dizendo ao professor responsável pelo treino que o mesmo está leve, nem chegando a doer. Teimo em dizer que são masoquistas (prazer com o próprio sofrimento) e não ingressos em uma programa com vistas a saúde.

A discussão muda de forma quando feita pela ótica da competição. Quando chegamos ao rendimento, realizado por atletas, a dor é presente, pois é preciso levar o corpo ao máximo. O mesmo serve para praticantes de musculação, a dor é presente quando a intensidade de treino é alta.

Veja o seu treino: se o objetivo é saúde ou controle de peso corporal, o ideal é terminar a sessão e alguns minutos após se sentir inteiro; já se a intenção é desempenho, hipertrofia muscular ou se você é atleta, o treino muitas vezes poderá causar dor. E nem culpe o ácido lático, pois ele está mais para mocinho do que para vilão, mas este é um assunto para outro texto.

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Qualidade de vida e exercício físico

Posted by Brunno em 6 de Maio de 2008

     A qualidade de vida é termo corriqueiro no dia-a-dia das pessoas, já que muitos o usam para as mais variadas aplicações. O que não é comum é ouvir alguém tratando a qualidade de vida como uma face da ciência em construção, que é como esta se encontra hoje.

     O termo entrou para a literatura médica em 1930, mas começou a ser utilizado após a 2ª Guerra Mundial (1939 – 1945). Nesse período era utilizado para se referir ao dia de amanhã: “Como será a qualidade de vida dos nossos filhos?”. Após esse período de referência histórica, as evoluções tecnológicas aumentaram e também o consumo dos recursos naturais. Já em 1980 o termo qualidade de vida ganhou discussão sobre seu sentido, o que ainda se mantêm. Hoje se entende que a qualidade de vida não significa ausência de doença, mas sim como o indivíduo percebe o seu bem-estar, envolvendo campos como físico, psicológico, relações sóciais, meio ambiente e espiritualidade.

     Normalmente se comenta que a prática de atividade / exercício físico melhora a qualidade de vida. No sentido de prevenir ou tratar doenças, é um aspecto funcional, chamado qualidade de vida relacionada à saúde. Essa qualidade de vida com atuação mais restrita é muito utilizada pela medicina através de seus exames que tratam da doença. Já se utilizar a definição da Organização Mundial da Saúde, o nível de qualidade de vida está ligado à sensação de bem-estar da pessoa, é algo mais subjetivo.

     Enfaticamente, a prática, seja ela regular ou não, pode levar a uma melhora da qualidade de vida. Se a pessoa sente-se bem com a realização da atividade, já está melhorando sua vida. Se o objetivo é prevenir ou tratar doenças, seguindo diretrizes para isso, também estará melhorando a vida dessa pessoa, mesmo que seja no aspecto funcional. Algumas pesquisas já mostraram aspectos positivos da atividade / exercício físico em temas psíquicos (stress, ansiedade…) e várias mostraram sucesso em questões biológicas (doenças, capacidade físicas…).

     Apesar da qualidade de vida ser algo amplo, a atividade / exercícios físicos tem papel importante nesse universo, podendo interferir de maneira proveitosa. O cuidado necessário é ao usar o termo qualidade de vida, já que se pode incorrer ao erro de aplicação.

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