Brunno Elias

Atividade física, bem-estar e um pouco mais (ou não…)

32º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte

Posted by Brunno em 18 de Outubro de 2009

Acabei de voltar da correria do 32º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte, promovido pelo CELAFISCS. Depois de muita turbulência nos aviões, metrôs lotados e palestras nacionais e internacionais, a experiência científica aumentou. Como nem tudo foi estudo, segue as imagens e vídeos do evento, além do resumo do trabalho realizado pelas minhas orientandas.

Até 2010, CELAFICS!

Imagem693Sala Agita Mundo, palco das palestras/mesas/fóruns internacionais.

Imagem697Fila na escada rolante do metrô. Eu fui pela escada normal.

Imagem698Nintendo Wii fazendo sucesso na feira, como promotor de atividade física.

Imagem699O amigo Nerd que me acolheu em São Paulo.

… e o resumo…

NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE EM PACIENTES COM PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Brunno Elias Ferreira, Taiane de Menezes Valério, Maiara Fernanda Borges Fernandes, Anamaria Mello Miranda Paniago.
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande – Mato Grosso do Sul – Brasil – bruelifer@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A doença Paracoccidioidomicose (PCM) é causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis característico das regiões subtropicais. O Brasil tem grande concentração de casos e a região Centro-Oeste é considerada de alta endemicidade. O estado de Mato Grosso do Sul detém o maior índice de mortalidade pela doença.

OBJETIVO: Analisar a associação entre nível de atividade física (NAF) e qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS).

METODOLOGIA: Instrumentos – Foram aplicados em sistema de entrevista. O IPAQ versão curta para mensuração do dispêndio energético em MET (equivalente metabólico) por semana. Os participantes foram classificados em níveis de atividade física conforme valor semanal em MET: baixo (< 600), moderado (600 a 2999) e alto (3000 e acima). A QVRS foi avaliada com emprego do Questionário do Hospital Saint George na Doença Respiratória, que resulta em percentual de deterioração da qualidade de vida pela manifestação da PCM. Participantes – Foi utilizada amostragem não-probabilística consecutiva com pacientes de um hospital de referência do sistema público de saúde. Participaram 33 indivíduos (93,9% homens, 56,9 ± 9,6 anos) sendo 90,9% ex-lavradores e 6,1% ainda viviam da atividade, que está muito associada à infecção. Coletas – O paciente era convidado a participar da pesquisa logo após atendimento médico. Em caso de aceite, era assinado o TCLE aprovado pelo CEP – UFMS. Após a entrevista o prontuário médico era consultado para conferência do exame confirmatório da infecção e coleta de outras informações. Estatística – Foi utilizada estatística descritiva e análise de variância com o teste ANOVA para um critério ou Kruskal-Wallis de acordo com os dados. O nível de significância adotado foi de p ≤ 0,05.

RESULTADOS: Na distribuição por faixa etária 30,3% tinham entre 40 e 49 anos, a faixa etária mais baixa; 24,2% tinham entre 50 e 59 anos, seguidos por 45,5% com 60 anos ou mais. 60,6% eram casados ou viviam como casados. 36,4% tinham entre a 1ª e 4ª séries do ensino fundamental, repetindo a mesma frequência para a 5ª e 8ª séries. Apenas 9,1% dos participantes foram classificados com baixo NAF, enquanto 63,6% atingiram alto NAF, provocado pelo trabalho braçal e uso de bicicleta ou caminhada como meio de transporte na maioria dos dias da semana. 39,4% tinham apenas 25% da qualidade de vida comprometida pela doença, seguidos por 36,4% da amostra com 25,1% a 50% de comprometimento e 24,2% com 50,1% ou mais de comprometimento da QVRS. Não foram identificadas correlações significativas entre idade e qualidade de vida (p = 0,1), idade e NAF (p = 0,7) e qualidade de vida e NAF (p = 0,06). Nas associações também não foram encontradas significâncias entre faixas etárias e qualidade de vida (p = 0,3), escolaridade e qualidade de vida (p = 0,9) ou NAF (p = 0,6), estado civil e qualidade de vida (p = 0,6) ou NAF (p = 0,8), e entre NAF e qualidade de vida (p = 0,8).

CONCLUSÃO: Os portadores de PCM de Mato Grosso do Sul tem a maioria como ex-lavradores e apresentam alto nível de atividade física habitual, relacionada ao trabalho e meio de transporte. Também apresentam pouca ou média deterioração da qualidade de vida em função da doença. O alto nível de atividade física verificado e as outras variáveis epidemiológicas não parecem afetar a qualidade de vida desses pacientes.

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Uma resposta to “32º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte”

  1. [...] tão relevante que no último Congresso Internacional de Ciências do Esporte o videogame esteve presente. Mas também é ser muito simplista ao pensar que um jogo (ou programa [...]

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